terça-feira, 19 de abril de 2011

Produtor pode recorrer a fundo público para recuperação de solo

Recursos do Fundo Especial de Calamidades Públicas (Funcap) poderão ser utilizados para custear a recuperação de solo em propriedade de agricultura familiar afetada por desastre climático. Proposta nesse sentido foi aprovada na semana passada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), em caráter terminativo.

A ajuda governamental em casos de desastres causados por fortes chuvas e enchentes destina recursos a ações como reconstrução de estradas, habitações e atendimento à saúde. Entretanto, a ajuda não chega aos agricultores familiares cujas terras são destruídas por cheia.

O deslizamento de encostas, quando em áreas agrícolas, resulta não apenas na perda da produção, mas também na perda do solo que já havia sido preparado com corretivos e fertilizantes. A proposta visa a destinar recursos do Funcap para que agricultores familiares possam novamente adquirir esses insumos e custear ações de recuperação do solo.

A medida ajudará, em caráter emergencial, a recomposição da atividade econômica das famílias e do município atingido, inclusive propiciando a retomada da geração de empregos

O senador João Pedro (PT-AM), relator da proposta, ressalta que a recuperação de solo em áreas rurais pode requerer gastos com obras de engenharia e reflorestamento, exigindo investimento mais alto do que aqueles relacionados à produção agrícola em si.

A comissão aprovou ainda requerimento dos senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e Blairo Maggi (PR-MT), propondo a realização de audiência pública para discutir o uso de agrotóxicos no Brasil. Conforme Valadares, o Brasil lidera o ranking de países que usam agrotóxicos para incrementar a produção agrícola. "O nosso país consumiu, na última safra, um bilhão de litros de agrotóxico, o que equivale a um consumo anual de cinco litros de veneno por cada cidadão brasileiro", frisou. Para ele, o uso indiscriminado agride consumidores de alimentos e trabalhadores que manipulam os produtos nas lavouras e nas criações.

Serão convidados para o debate, entre outros, representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Sistema de Informações Tóxico-farmacológicas.

Este ano, produtores rurais de diversos estados brasileiros enfrentaram sérios problemas com o excesso de chuva, principalmente no fim de 2010 e nos primeiros meses deste ano. As safras tiveram prejuízos e as áreas foram danificadas. 
Fonte: DCI

Pinhão-manso: cultura para uso como fonte de energia fomenta pesquisa

Na primeira quinzena de abril de 2011, ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação com matérias-primas alternativas para o biodiesel foram discutidas na Embrapa Agroenergia(Brasília/DF) com pesquisadores e técnicos de outras unidades da Empresa e instituições parceiras. Pinhão-manso, dendê e palmeiras oleíferas são alternativas que da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) vem estudando para que se firmem com o objetivo de, a médio prazo, abastecer o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).
 
O pinhão-manso (Jatropha Curcas L.) foi uma das culturas que esteve na pauta dos temas debatidos. Em relação a essa oleaginosa, a reunião que ocorreu nos dias 14 e 15 de abril, fixou-se nas atividades do projeto Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Pinhão-Manso para Produção de Biodiesel (BRJATROPHA). Esse projeto, iniciado em 2010, que conta com financiamento parcial da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), tem término previsto em 2013.

No BRJATROPHA estão em execução ações de pesquisa em todas as regiões brasileiras, incluindo melhoramento genético, práticas agronômicas, produção do biodiesel e destoxificação da torta do pinhão-manso, explica Bruno Laviola, pesquisador da Embrapa Agroenergia e líder do Projeto. Para realizar essas atividades, a Unidade conta com a parceria de 21 instituições, sendo 15 unidades daEmbrapa, 5 universidades e uma Empresa de Pesquisa Agropecuária estadual.

Um dos participantes da reunião, o pesquisador e professor da Universidade Federal de Tocantins (UFT), Eduardo Lemos, mencionou os dados de experimentos no município de Gurupi (TO), com adubação, fithormônios e herbicidas. "O principal problema que encontramos é o ácaro branco", diz o professor. Em relação às doenças, não foi detectada nenhuma que afete economicamente o cultivo. Para ele, o pinhão-manso é uma espécie de muito potencial para o Estado, onde, embora não chova durante praticamente cinco meses do ano, a planta não sofre danos significativos. Ao contrário, há um estímulo de floração logo após o início das chuvas. "Nos experimentos, a cultura demonstrou uma produtividade em torno de 1.000/Kg/ha".

No Semiárido nordestino, depois de cinco anos de experimentos com pinhão-manso, o pesquisador da Embrapa Semiárido (Petrolina/PE), Marcos Drummond, informou que um dos principais gargalos do cultivo está na colheita. Os frutos amadurecem desuniformes, o que prejudica e aumenta o custo da mão-de-obra. "Enquanto não se resolver este problema a cultura fica inviável economicamente. O trabalho de melhoramento genético é fundamental para obter uniformidade na maturação dos frutos. Também é necessário estabelecer modelos de sistemas produção", reforça Drummond. 

Nesta região com precipitação de 500 mm é inviável produzir economicamente sem irrigação. Nos experimentos, após repetição de quatro anos, tem-se observado uma produtividade de 4 mil/kg/sementes/ha, onde estão sendo fornecidos 20 litros de água por semana. Nas mesmas condições, mas sem irrigação, a produtividade não chega a 300/kg/sementes/ha. "Esses dados mostram que o pinhão-manso tem potencial. Só precisamos ajustar a cultura às condições ambientais", comprova Drummond. Comparada as outras espécies, o pinhão-manso apresenta menor demanda de água, porém necessita de um suprimento regular ao longo do ano.

A reunião foi importante para avaliar o andamento das ações de pesquisa, bem como definir estratégias para assegurar o cumprimento de todas as metas previamente estabelecidas. Ao longo dos próximos anos do projeto, serão realizadas outras reuniões com os parceiros, visando avaliar o planejamento e ajustar as atividades de acordo com os resultados atingidos, disse Laviola.

FONTE

Colar Daniela Garcia - Jornalista
Telefone: (61) 3448-1581

Cana-de-açúcar resfria o clima

Boa notícia para o etanol brasileiro. Uma pesquisa feita por cientistas do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution for Science, nos Estados Unidos, concluiu que a cana-de-açúcar ajuda a esfriar o clima. O estudo, publicado na segunda edição da revista Nature Climate Change, nova publicação do grupo editorial britânico, aponta que o esfriamento do clima local se deve à queda da temperatura no ar em torno das plantas à medida que essas liberam água e à reflexão da luz solar de volta ao espaço.

O trabalho, liderado por Scott Loarie, procurou quantificar os efeitos diretos no clima da expansão da cana-de-açúcar em áreas de outras culturas ou de pecuária no Cerrado brasileiro.

Foram utilizadas centenas de imagens feitas por satélites que cobriram uma área de quase 2 milhões de metros quadrados. Os cientistas mediram temperatura, refletividade e evapotranspiração, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração.

"Verificamos que a mudança da vegetação natural para plantações e pastos resulta no aquecimento local porque as novas culturas liberam menos água. Mas a cana-de-açúcar é mais refletiva e também libera mais água, de forma parecida com a da vegetação natural", disse Loarie.

"Trata-se de um benefício duplo para o clima: usar cana-de-açúcar para mover veículos reduz as emissões de carbono, enquanto o cultivo da planta faz cair a temperatura local", destacou.

Os cientistas calcularam que a conversão da vegetação natural do Cerrado para a implantação de culturas agrícolas ou de pecuária resultou em aquecimento médio de 1,55º C. A troca subsequente para a cana-de-açúcar levou a uma queda na temperatura do ar local de 0,93º C.

Os autores do estudo enfatizam que os efeitos benéficos são relacionados ao plantio de cana em áreas anteriormente ocupadas por outras culturas agrícolas ou por pastos, e não em áreas convertidas da vegetação natural.

O Artigo impactos diretos sobre o clima local de expansão da cana-de-açúcar no Brasil (doi: 002010.1038/nclimate1067), de Scott e Outros Loarie, PoDE serviços lido Por Assinantes da Mudança Climática Nature inwww.nature.com / nclimate .

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Agropecuária alagoana reestruturada

O setor agropecuário alagoano está passando por uma reestruturação, depois de um período de quase 20 anos de desmonte. Segundo o secretário adjunto de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, José Marinho Júnior, a recuperação ocorre devido ao empenho do governo em direcionar programas e projetos para essa finalidade, a assinatura de convênios, que transferem recursos para Alagoas, e a realização de parcerias.

O secretário adjunto participou na manhã desta sexta-feira (9) de uma mesa de discussão junto com o governador Teotonio Vilela Filho; o diretor do Centro de Ciências Agrárias (Ceca) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Paulo Vanderlei; o prefeito de Rio Largo, Toninho Lins; e o presidente da Sociedade dos Engenheiros Agrônomos de Alagoas (Seagra), José Fragoso Neto, como parte da programação da Semana do Engenheiro Agrônomo, no auditório do Ceca, em Rio Largo. Como exemplo, José Marinho citou os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa). Pelo PAC Embrapa, Alagoas recebeu R$ 953 mil no primeiro semestre de 2009, e nos próximos meses deverá receber mais R$ 3,75 milhões para investimento em pesquisas que beneficiem a agricultura familiar.

A previsão é que em 2010 sejam liberados mais R$ 2 milhões. "Além disso, estamos empenhados na recuperação da pecuária de leite na região da Bacia Leiteira. A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) tem realizado cursos de inseminação artificial para os pequenos produtores, incentiva o cultivo da palma com uma nova metodologia, por meio do Projeto Alagoas com a Palma na Mão", ressaltou. "Temos um grande projeto chamado Alagoas Mais Leite, com ações não só na área de genética e nutrição animal, mas de comercialização, gestão, higiene e armazenamento do leite, com a instalação de tanques de resfriamento", explicou Marinho.

Ele também citou a criação da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), que em apenas dois anos de funcionamento conseguiu retirar o Estado da zona de risco desconhecido da febre aftosa e passar para a zona de médio risco. Segundo o secretário adjunto, o governo do Estado, por meio da Seagri, também revitalizou, em parceria com a Ufal e a Prefeitura de Rio Largo, o Núcleo de Piscicultura que fica no município. Atualmente a unidade produz 40 mil alevinos por mês, que são doados a comunidades rurais, assentados e quilombolas. "Outra ação importante é a revitalização da cultura do coco em Alagoas.

Para isso, estamos capacitando os produtores", citou José Marinho. Ele destacou também a safra recorde de arroz obtida pelos arrozeiros da região do Baixo São Francisco. "Alguns produtores obtiveram 12 toneladas por hectare, superando até os Estados da região Sul. Para dar continuidade a essa produção, o governo já entregou mais de 130 mil quilos de sementes de arroz, que vão garantir a safra de 2010", salientou. Marinho destacou ainda um convênio do governo do Estado de R$ 1,6 milhão com a Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas (Asplana), cujo objetivo é garantir o acesso a tecnologia e infraestrutura para os pequenos e médios fornecedores do setor, que enfrentam uma crise sem precedentes. Segundo dados da Asplana, existem pelo menos 7.402 pequenos fornecedores de cana que enfrentavam dificuldades. "Estamos recuperando o serviço de assistência técnica e extensão rural, com a contratação de bolsistas. Já conseguimos no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) um novo convênio de R$ 9 milhões para dar continuidade a esse serviço", frisou José Marinho. Para ele, todas essas ações só são possíveis graças ao empenho do governador Teotonio Vilela Filho, do secretário de Estado da Agricultura, Jorge Dantas, da equipe da Seagri e da formalização de parcerias com entidades como a Embrapa, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Ufal e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), entre outras instituições.

Alagoas 24 horas

Incra veste camisa do MST, diz ruralista

Presidente da UDR critica declaração de superintendente, que afirmou que área de 50 mil hectares no centro-oeste de SP é da União

Antes da fala do ruralista, representante do Incra-SP negou relação privilegiada com o movimento e afirmou que se relaciona com todos

O presidente nacional da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) "veste a camisa do MST". O Incra reivindica na Justiça terras no interior de São Paulo ocupadas por fazendeiros e empresas.

Entre essas propriedades está a fazenda da multinacional Cutrale em Iaras (271 km de São Paulo), invadida pelo MST no dia 28 de setembro e desocupada na quarta-feira, com pés de laranja destruídos e máquinas e imóveis depredados.

O superintendente do Incra-SP, Raimundo Pires Silva, diz que a fazenda está dentro de uma área de 50 mil hectares no centro-oeste do Estado formada por terras da União e ocupadas irregularmente. "Ele [presidente do Incra] recebe dinheiro público e não está no cargo para defender o MST. Tenho certeza de que ele veste a camisa do MST", afirmou o presidente da UDR.

"Ele não pode dizer que a área é da União. Só pode haver um pronunciamento neste sentido depois que houver uma sentença final sobre o caso", afirmou Nabhan Garcia.

Ele diz que as terras foram registradas em cartório e, por isso, as empresas são proprietárias legítimas. "Agora vem o Incra, depois de mais de um século, dizer que as propriedades são devolutas? São décadas de produção e de trabalho destas empresas naquela área." A Folha tentou ouvir o superintendente do Incra-SP, mas não conseguiu localizá-lo. Em entrevista antes das declarações de Nabhan Garcia, ele negou que o órgão tenha uma relação privilegiada com o MST. "Nós nos relacionamos com todos os assentados, organizados ou não", afirmou.

Ele condenou o que chamou de "atos de vandalismo" do movimento durante a invasão da fazenda da Cutrale em Iaras. Silva argumentou que não pretende prejudicar as empresas ao reclamar o direito às terras. Ele afirmou que é falso criar uma oposição entre o Incra e o setor produtivo. Ele diz que é trabalho do Incra é realizar assentamentos e é direito da União reivindicar terras públicas.

Colaborou RODRIGO VIZEU, da Agência Folha

Cassel vai ao Senado na terça explicar repasses federais ao MST

Brasília - As ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) retornarão à pauta do Senado após o feriado de Nossa Senhora Aparecida. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, deve comparecer a reunião da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária para debater com os senadores os repasses feitos pelo governo federal ao movimento.

A audiência pública promovida pela comissão com este objetivo está marcada para terça-feira (13), às 9h30. Também participarão o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e o ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Luiz Marcos Suplicy Hafers. Outro tema que será incluído no debate é a fixação em 80% da terra cultivada como índice de produtividade a agricultores e pecuaristas. Caso a meta não seja cumprida, as terras poderiam ser passíveis de utilização para fins de reforma agrária.

O debate em torno dos repasses de recursos do governo aos movimentos sociais ganhou força após integrantes do MST invadirem e derrubarem com trator um laranjal, em São Paulo, numa fazenda de propriedade da Cutrale, maior exportadora de suco de laranja do mundo. O episódio ocorreu na semana passada e gerou um amplo debate, inclusive na comissão.

A consequência deste fato foi a reativação, pelas bancadas ruralistas da Câmara e do Senado, do movimento em prol da criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar o repasse de recursos ao movimento, tanto pelo governo federal quanto por instituições internacionais. O requerimento deve ser protocolado na Mesa Diretora do Congresso logo na terça-feira (13), após o retorno dos parlamentares do feriado.

No Senado, já se tentou investigar os repasses federais a organizações não governamentais. Uma CPI com esse intuito foi criada há três anos e os requerimentos apresentados sequer são votados pela falta de quórum nas reuniões. O presidente da comissão, Heráclito Fortes (DEM-PI), acusa a base aliada do governo de paralisar o andamento das investigações.

Ele também quer, nesta semana, recolocar os trabalhos da comissão na pauta do Senado. A CPI das ONGs não foi adiante por falta de quórum. “Eu ainda não sei quais providências vou tomar, mas alguma coisa tem que ser feita já a partir desta semana”, afirmou à Agência Brasil o senador, que está na República Dominicana.


Agência Brasil

Brasil vai importar embriões de gado espanhol

O Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho da Espanha e a Associação Nacional de Criadores de Gado Retinto querem exportar sêmen e embrião para criação da raça no Brasil. As características de adaptação ao clima semiárido e às condições adversas de água e alimentação são ideais para a criação no nordeste brasileiro.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero, que foi à Espanha conferir as características do gado retinto, ao adaptar às condições do semiárido, a produção do animal trará mais renda à região. “As condições são similares e já recebemos doação de material genético para testar aqui no Brasil”, explica. Com isso, será firmando convênio entre o Ministério da Agricultura e a Universidade Federal de Alagoas, para realizar os trabalhos de melhoramento e seleção genética.

Características – O gado retinto é uma raça utilizada principalmente para a produção de carne. A adaptação ao nordeste brasileiro se deve às características similares de clima na região da Extremadura, na Espanha, e boa condição para alimentação e água para esses animais.

Agrolink

MMA propõe desafio de um dia sem sacola plástica

Ação pretende despertar a consciência ambiental nos consumidores.


No embalo da campanha Saco é um Saco, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança em 15 de outubro, o Dia do Consumidor Consciente e propõe um desafio: Um dia sem sacola plástica. A ideia da ação é despertar a consciência ambiental nos consumidores e incentivá-los a recusar as sacolas plásticas em suas compras nesta data, adotando uma sacola retornável ou outra alternativa.

Em 2008, a Consumers International (CI) promoveu uma mobilização mundial nesta mesma data para marcar a importância da educação para o consumo sustentável. O movimento Global Consumer Action Day contou com a adesão de mais de 40 instituições membros da CI e outros grupos de consumidores em 33 países, contribuindo para o Processo de Marrakech, do qual o Brasil faz parte desde 2007 representado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O desafio do Dia Sem Sacola Plástica foi aceito pela rede de supermercados Carrefour, a mais nova parceria da campanha Saco é um Saco. A mobilização começa pelo Rio de Janeiro, onde lojas estarão preparadas para estimular as donas-de-casa e demais clientes a recusar sacolas plásticas na boca do caixa.

A comemoração ainda será marcada pelo lançamento da estratégia de internet da campanha Saco é um Saco, com a apresentação de um site e das ações articuladas nas redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook e Youtube. O objetivo é reforçar a comunicação do tema com a sociedade e difundir a campanha entre formadores de opinião e internautas em geral.

Na oportunidade, também será anunciado o concurso de vídeos caseiros do Instituto Akatu: Saco de idéias. O projeto é apoiado pelo MMA. Em vídeos de um minuto, os concorrentes deverão responder à pergunta: O que você faz para reduzir seu consumo de sacolas plásticas? O prêmio do concurso será anunciado no evento.

Anualmente, 500 bilhões de sacolas plásticas são descartadas inadequadamente no meio ambiente mundial, entupindo bueiros, causando enchentes, poluindo mares e matando tartarugas. No Brasil, estima-se que 1,5 milhão delas são consumidas a cada hora, chegando aos 36 milhões em 24 horas.

Canal Rural

Ato simbólico marca abertura do plantio de arroz no Rio Grande do Sul

O ato simbólico de abertura do plantio de arroz na safra 2009/2010 gaúcha acontece neste sábado (10/10), às 11h, no Parque do Sindicato Rural de Camaquã. A solenidade contará com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio do estado, João Carlos Machado, entre outras autoridades e lideranças do setor.

Segundo levantamento do Irga - Instituto Rio Grandense do Arroz - o plantio do grão evoluiu nesta semana e o Rio Grande do Sul já registra 109.489 hectares plantados, o que representa 9,9% da área semeada no estado.

Globo Rural

Congresso de Pinhão Manso tem programação ampla e diversificada


A programação do I Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão Manso, que será realizado em Brasília (DF), nos dias 11 e 12 de novembro, é ampla, pois pretende abarcar uma vasta gama de informações científicas sobre essa oleaginosa, estratégica para a produção de biocombustíveis.

A idéia de intercâmbio de conhecimentos sobre essa espécie ainda não domesticada permeia o evento. As abordagens incluem a cadeia produtiva, destoxificação, sistemas de colheita, e controle de pragas e doenças do o pinhão manso (Jatropha curcas).

A abertura do congresso contará com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, que centrará foco na produção de matérias primas para biocombustíveis no Brasil. O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães fará palestra sobre o Programa Nacional de Pesquisas em Pinhão Manso.

Várias Unidades da Embrapa marcarão presença com enfoques diversificados. A Embrapa Agroenergia participará de mesa redonda com tema voltado para recursos genéticos e melhoramentos do pinhão manso e destoxificação. A Embrapa Agropecuária Oeste (MS), com manejo: podas de formação e produção.

A Universidada de Yale (EUA) será responsável pela apresentação do ciclo de vida na cadeia de produção do pinhão manso. O setor privado, por meio do Instituto Tamanduá, está com espaço garantido nas mesas redondas para apresentar suas pesquisas. Pequenos e grandes produtores de pinhão manso contarão suas experiências, em palestras técnicas.


FONTE